Miami Heat @ Oklahoma City Thunder – NBA
Há praticamente dois meses fiz a 2ª parte da minha crónica para o Aposta Ganha e cheguei à conclusão que o campeão sairia de um lote de três: Chicago, Miami e Oklahoma. Na altura cheguei mesmo a dizer que os Bulls iriam ser campeões, mas com a lesão de Derrick Rose no jogo 1 contra os Sixers a um minuto do fim e mais tarde com a também lesão de Joakim Noah este palpite hipotecou-se à partida. Pois se com Rose e Noah os considerava uma das equipas mais fortes a vencer, sem eles era praticamente impossível. Portanto, temos nesta final da NBA, as outras duas equipas que referi na conclusão dessa crónica.
Analise à época dos Oklahoma:
Os Oklahoma são aquela equipa que passou de promissora, pois era constituída por um grupo jovens de jogadores com bastante valor, mas demasiado jovens que em fases de maior aperto (sobretudo nos playoffs) “tremiam”, para uma equipa que ao longo dos anos foi conquistando o que lhes faltava, ou seja, essa tal experiência. Esta equipa que conta nas suas fileiras, entre outros com Kevin Durant, Russell Westbrook, Serge Ibaka e James Harden temos que considerar um dos conjuntos mais fortes da liga. Para além do seu 5 inicial que é bastante forte penso que os Thunder para esta final têm um trunfo bastante importante que é o seu banco de suplentes. Um banco que conta com jogadores como Harden que tem 17 pontos de média nestes playoffs, com 45% de 3 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências tem que ser uma rotação a ter em conta. Para além disso conta também com Fisher (ex-base titular dos Lakers) que não sendo já um “poço” de força, é um jogador muito experiente e fundamental em alguns jogos, principalmente nos mais apertados pois nesse tipo de jogos é um jogador na qual a bola não “queima”.
Na época regular a equipa fez jogos muitíssimos bons e consistentes, com séries de muitas vitórias consecutivas. Na parte final da época a equipa “abrandou” e até surgiram as primeiras três derrotas consecutivas (até aí só por uma vez tinham perdido duas vezes seguidas). Acabaram a época em 2º lugar da conferência Oeste, logo atrás dos San Antonio Spurs que tiveram “intratáveis” na recta final da temporada. Para obter esta posição a equipa venceu 47 vezes e perdeu 19. Em casa, o seu registo é excelente. Em 33 jogos, perderam apenas 7. Se fizermos uns cálculos simples vemos que os Oklahoma quando venceram em casa fizeram-no por uma margem de 14 pontos em média.
Os Thunder depois desta boa fase regular, chegaram aos playoffs com um objectivo mínimo: chegar à final da NBA. Isso não foi assumido pelo “staff” mas sabendo como a equipa vinha a jogar e com o ganho de maturidade de épocas anteriores o pensamento só poderia ser esse. E cá estão eles no tal objectivo, contando para isso com vitórias nas séries frente a Dallas, Lakers e Spurs. Nos jogos frente a Dallas, mesmo tendo sido um 4-0 os actuais campeões poderiam ter ganho jogos. No jogo 1 foi Kevin Durant a decidir no último segundo do jogo. No jogo 2 tiveram a perder o jogo por uma margem na casa das dezenas e acabaram por vencer por três pontos, com James Harden a marcar os últimos 4 pontos da linha de lance livre e a ser muito importante. O jogo 3 foi o jogo mais “limpinho” desta série pois venceram por 16 em Dallas, num jogo aonde comandaram sempre o marcador. No último jogo desta série venceram os campeões, Dallas Mavericks por seis, com estes a entrarem para o último período a vencer por 13, mas não resistiram à força dos Thunder em casa e foram “barridos” por 4-0.
Passando agora para os jogos contra os Lakers. No jogo 1 a vitória foi fácil, por 29 pontos. No jogo 2 os Lakers poderiam ter vencido em Oklahoma pois a praticamente 2 minutos do fim venciam por 7 e nesses mesmos 2 minutos não voltaram a concretizar, tendo levado com um parcial de 9-0, perdendo assim o jogo por apenas 2 pontos. No jogo 3, apesar dos Lakers terem entrado bem, principalmente na 2ª parte a equipa não jogou tão bem e permitiu que os Thunder comandassem o marcador. Nos últimos minutos, Kobe Bryant fez toda a diferença e ditou assim o 2-1 no marcador a favor dos actuais finalistas. No jogo 4 deu-se a vitória que permitiu depois aos Oklahoma vencer em casa e terminar a série. Quando parecia que a equipa dos Lakers tinha o jogo controlado, no último período Durant e companhia fizeram questão de provar que não era bem assim e fecharam o jogo com um parcial de 32-20, conseguindo assim a vitória no jogo 4. No jogo 5 voltou a ser à semelhança do jogo 1, um jogo bastante desequilibrado a favor da equipa da casa e os Thunder carimbaram assim a presença na final de conferência.
Falando agora da final de conferência, vemos que depois de dois jogos dos Spurs em casa em que venceram de forma categórica, a equipa perdeu os restantes quatro jogos. Quando muitos já falavam nos San Antonio para estar presente na final da NBA após alguns anos, depois do 2-0 a seu favor em casa, os Oklahoma responderam da melhor maneira possível e puxaram dos seus “galões” para vencer quatro jogos consecutivos. Se nos dois primeiros jogos os Spurs venceram bem, no jogo 3 e 4 as vitórias dos homens da casa também foram “tranquilas”. O jogo 5 em San Antonio é que decidiu esta série pois os Thunder depois de terem entrado mal no jogo com um parcial de 4-11 souberam inverter o rumo da partida e já terminaram o período a vencer por 5 (26-21). O jogo 6 foi um carimbar da passagem a esta final de forma tranquila pois o jogo foi desequilibrado e vencido por 18 pontos.
De referir também que nos playoffs em 8 jogos em casa, a média da vitória é de praticamente 11 pontos. De referir que os Thunder ainda não perderam nenhuma vez em casa nestes playoffs.
Treinador dos Oklahoma City Thunder, Scott Brooks:
Scott William Brooks, mais conhecido por Scott Brooks, nasceu a 31 de Julho de 1965 na California (mais propriamente na cidade de French Camp). Brooks é um ex-jogador da NBA que passou por equipas como Philadelphia, Minnesota, Houston, Dallas, Knicks e por último, Cleveland. Este treinador já foi considerado o melhor treinador do ano pela NBA, em 2009-2010, quando os Thunder terminaram com um registo de 50-32 a época.
Analise à época dos Miami:
Miami é uma equipa que se juntou há dois anos. Uma equipa que era comandada por Wade, e desde a época passada tem um “big three” constituído por três grandes jogadores: Wade, Lebron e Bosh. Esta decisão gerou muita controvérsia nos adeptos da NBA, pois sobretudo os fãs de Lebron acharam bem esta decisão, pois na teoria vai permitir-lhe ganhar um título mais rapidamente. Do lado contrário estão os que não simpatizam com um dos melhores jogadores da liga, que dizem que esta foi a decisão “fácil” na busca de um título que tarda em aparecer para os lados do apelidado “King” James. Se o ano passado a equipa chegou à final da NBA, mas foram derrotados por uns Dallas Mavericks que contaram com um Dirk Nowitzki inspiradíssimo, este ano voltam à final desta vez para defrontar os Oklahoma City Thunder de Kevin Durant. Será que é este ano que Lebron James vence o seu 1º título na NBA?
Se olharmos para o plantel dos Heat e tirarmos estes três grandes jogadores, ficamos com uma equipa de baixo nível. Não quero com isto dizer que todos os jogadores são “fracos”, pois se estão na NBA é porque têm algum valor, há jogadores razoáveis nesta equipa como são o caso de Haslem, Chalmers e Battier (este sobretudo defensivamente), mas tirando o “big three” não consigo ver quem possa dar uma ajuda extra a esta equipa a nível ofensivo e estes três podem ser “curtos” para esta série frente os OKC.
Fazendo uma avaliação da época vemos que esta equipa esteve muito bem, acabando a época em 2º lugar da conferência Este, logo atrás dos Chicago Bulls de Derrick Rose. À semelhança dos Oklahoma, os Miami também só por uma vez perderam três jogos consecutivos, tendo feito várias séries de vitórias consecutivas. A maior dessas séries contou com 9 vitórias que vai de 10 de Fevereiro a 1 de Março. Venceram 46 jogos e perdeu 20 para se estabelecerem no 2º posto da conferência. Fora de portas a prestação não foi má, mas não é comparável sequer ao que fizeram em casa, pois em 33 jogos “apenas” venceram 18. Se fizermos o mesmo cálculo que em cima, vemos que os Miami sempre que venceram fora fizeram-no por uma média de 11 pontos por jogo.
Se o seu oponente desta final tinha como objectivo mínimo, mesmo que não assumido a presença nesta final, para os Miami o objectivo mínimo para uma equipa que foi feita para ser campeã, que conta com Lebron James e Bosh que se vieram juntar a Wade com o intuito de serem campeões tem que ser a conquista do campeonato. Mesmo que para quem conhece menos bem a NBA possa dizer que chegar cá já é bom, para os amantes e conhecedores deste desporto, sabe-se que principalmente Lebron tem que ganhar um título pois só assim calará muitos dos críticos que lhe dizem que para ser comparado aos melhores de todos os tempos tem que ter anéis, pois senão os tiver essa comparação cai por terra. Para chegarem cá e tentarem conquistar o título os Miami venceram os Knicks, Indiana e Boston.
A primeira série mesmo sendo contra os Knicks que pelo nome poderia ser uma equipa difícil de bater, esse obstáculo não se veio revelar muito difícil pois os Knicks mesmo com Carmelo Anthony, Baron Davis, Stoudemire e Chandler na equipa, não são uma verdadeira equipa. Neste momento são um conjunto de bons jogadores, mas que ainda não formam um verdadeiro conjunto. Para além disso jogam um típico jogo que favorece Miami, ou seja, correr e lançar e isso é perigosíssimo frente a esta equipa que tem no seu contra-ataque uma das grandes armas pois possui em Wade e Lebron dois jogadores fortíssimos nesse capítulo. O jogo 1, 2 e 3 foram fáceis para Miami. Venceram o jogo 1 em casa por 33 pontos. No jogo 2 mesmo com os Knicks a jogarem um pouco melhor, mas mesmo assim foram presas fáceis e voltaram a perder, desta feita por 10 pontos (104-94). No jogo 3, primeiro jogo fora para os Heat nestes playoffs, estes responderam bem e voltaram a vencer os Knicks por uma margem confortável de 17 pontos (87-70). Quando toda a gente pensava que a equipa de New York ia ser “varrida” com um 4-0, sobretudo Carmelo Anthony deu um ar da sua graça e com os seus 41 pontos impôs a primeira derrota aos Heat por 2 pontos. Mais não conseguiu que adiar a decisão para um jogo 5 aonde voltaram a perder, desta feita por 12, com Anthony a fazer 35 pontos insuficientes para fazer a equipa sonhar com um jogo 6.
Falando agora das meias-finais de conferência, os Heat defrontaram os Indiana e poderiam ter complicado as coisas pois estiveram a perder 2-1 na série e com o jogo 4 a ser em Indiana para estes poder ampliar a sua vantagem. Mas começando pelo jogo 1. Nesse jogo os Indiana tiveram na frente praticamente até ao final do 3º período, mas no último período, tendo já perdido a vantagem de 6 pontos com que chegaram ao intervalo, não resistiram à pressão do conjunto mais forte e acabaram por perder por 9 pontos (95-86). No jogo 2 a história foi completamente o contrário, quando tudo fazia prever que ia ser um 2-0 a favor dos Miami (pelo menos até ao intervalo tudo o indicava), na segunda parte, principalmente nos últimos minutos do 3º período e no 4º período, os Heat permitiram o encostar dos Pacers e desta feita a equipa soube aproveitar e capitalizou o seu excelente segundo tempo com uma vitória em Miami por 3 pontos (78-75) ficando assim com a vantagem de decidir em casa, ou seja, bastava apenas vencerem os jogos em casa para passar à final de conferência. E no jogo 3, essa missão parecia bem encaminhada pois eles, sobretudo na 2ª parte utilizaram a sua vantagem, ou seja, o jogo interior e permitiram assim a Hibert terminar a partida com 19 pontos e 18 ressaltos, dando assim a vitória no jogo 3 a Indiana por esclarecedores 19 pontos de diferença (94-75).
Quando tudo parecia indicar que o jogo 4 também poderia ir para Indiana, fazendo com que estes abrissem uma vantagem de 3-1 a seu favor, eis que apareceu Lebron James a liderar a sua equipa também ele na 2ª parte (pois a primeira foi vencida pela equipa da casa por 54-46), e fazendo 40 pontos, 18 ressaltos e 9 assistências recuperou assim o factor casa para a sua equipa podendo esta vencer apenas os jogos em casa para alcançar a próxima série. E tínhamos a série empatada a 2 e de regresso a Miami. O jogo 5 foi o jogo mais fácil para o actual finalista pois venceram os Indiana por 22 pontos num jogo aonde dominaram o marcador praticamente desde que a primeira bola foi lançada ao ar. Fizeram assim o 3-2 a seu favor na série e ficaram a uma vitória de alcançar a final de conferência. No jogo 6, que era um jogo decisivo, e mesmo tendo entrado mal no mesmo com um parcial de 3-13, os Heat reagiram bem e liderados desta feita por Wade que fez 41 pontos e 10 ressaltos, conquistaram assim a vitória que faltava para passarem à final de conferência.
Na final de conferência a equipa dos Miami defrontou os experientes Boston Celtics. No jogo 1 venceram tranquilamente por 14 pontos num jogo aonde comandaram sempre. O jogo 2 foi um jogo bastante equilibrado com os Boston a entrar bem na partida e a abrirem uma boa vantagem no marcador. Mas os Heat reagiram bem e encostaram, tendo o jogo ido mesmo a “overtime”, aonde Wade com 8 pontos foi a figura de destaque e de maior importância na recta final do jogo dando assim o 2-0 a favor da sua equipa. Quando se poderia pensar que com 2-0, a viagem para Boston ia trazer pelo menos uma vitória dos Miami para depois poder fechar a série no jogo 5, eis que os Boston dão uma excelente resposta e vencem os dois jogos empatando assim a série a 2. No jogo 3, foram liderados por Garnett e Rondo e venceram o jogo por 10 pontos (101-91). Já no jogo 4, depois de uma grande primeira parte da equipa da casa, os Miami reagiram bem e encostaram no marcador, tendo obrigado este jogo a ser decidido mais uma vez no prolongamento. Este, que veio a ser muito pouco produtivo, mas aonde os Boston venceram por 2 pontos (4-2) que foi suficiente para garantir o empate na série. No jogo 5, e de regresso a Miami, estes voltaram a “tremer” na 2ª parte e permitiram não são aos Boston encostar no marcador, como mesmo liderar o mesmo consentindo assim que a vitória fosse para os Celtics que liderados pelo veterano Garnett (26 pontos e 11 ressaltos) partiam para o jogo 6 em sua casa com a possibilitando de em caso de vitória fazer uma das surpresas dos playoffs e chegar à final da NBA. No jogo 6, basicamente o que vimos foi um Lebron James com uma vontade enorme de vencer e mesmo estando num dos pavilhões mais difíceis de jogar como visitante, não se intimidou e marcou 45 pontos, contando ainda com 15 ressaltos e 5 assistências. Isto permitiu novamente aos Heat que a decisão passasse de novo para o seu pavilhão e com a ajuda do seu público tinham a obrigação de vencer. No jogo 7 e se olharmos só para o marcador vemos que a equipa da casa venceu por 13 pontos (101-88) e podemos pensar que foi um jogo fácil mas quem viu o jogo sabe que os Boston chegaram a ter lideranças na casa das dezenas na 1ª parte e só uma 2ª parte com os jogadores dos Miami totalmente focados naquilo que tinham que fazer, permitiu conquistar a vitória e assim a oportunidade de chegar à final para lutar pelos Oklahoma pelo título da época 2011/2012.
De referir também que nos playoffs em 4 jogos fora, a média da vitória é de praticamente 14 pontos.
Treinador dos Miami Heat, Erick Spoelstra:
Erick Celino Spoelstra, é o nome completo do treinador dos Heat que normalmente é conhecido como Erick Spoelstra, ou simplesmente, Spoelstra. Este treinador dos Miami nasceu no dia 1 de Novembro de 1970 na cidade de Evanston, Illinois. Spoelstra faz parte dos quadros dos Miami desde 1997, quando era adjunto do treinador principal. No ano de 2008 assumiu o comando técnico da equipa, até aos dias de hoje.
Conclusão: Uma época que teve apenas 66 jogos na época regular devido ao lockout entra agora na sua recta final e com a missão de encontrar o vencedor deste ano atípico na NBA.
Para qualquer uma destas equipas que vá o título, será uma estreia para muitos e certamente a experiência neste tipo de jogos não será muito, mas a ambição estará no auge. Quem levará a melhor? Oklahoma de Durant ou Miami de Lebron? Sim, digo Miami de Lebron pois senão fosse ele nestes playoffs e quase de certeza que a equipa já não estaria cá e sobretudo porque mesmo com Wade a ser o jogador mais antigo da equipa no que diz respeito ao “big three”, o confronto desta final será certamente entre Durant que nunca venceu a NBA e um jogador que sonha há anos em vencer a liga e que ainda não o conseguiu, mesmo tendo mudado de equipa para “facilitar” essa conquist, Lebron. Se de um lado temos um jogador que sempre disse que queria formar uma equipa à sua volta e que queria levar para Oklahoma o título que a equipa persegue há tantos anos, do outro estará um conjunto de jogadores que se juntou para fazer de Miami uma equipa vencedora, não a longo prazo, mas no imediato. É certo que ainda só tiveram uma possibilidade de o fazer e falharam, mas se voltarem a falhar certamente farão crescer as vozes que dizem que três jogadores talentosos não chegam para vencer a NBA, que é a liga mais competitiva do mundo.
Mas olhando agora para o 1º jogo desta série e tendo em atenção que os OKC ainda não perderam em casa nestes playoffs, só consigo perspectivar uma vitória destes. Recuando uns bons meses e consultado os resultados vemos que os Miami perderam lá no dia 25 de Março por 16 pontos (103-87). Olhando os números vemos que o “big three” de Miami fez 57 dos 87 pontos da equipa, ou seja 66% dos pontos da equipa e do outro lado, contamos com uma maior homogenia na equipa e tivemos Durant com 28, Ibaka com 19, Perkins com 16, Westbrook com 13 e Harden com 19 pontos. Com isto quero dizer que não só neste jogo, como em todos os jogos da série (óbvio que se notará mais em Oklahoma onde o pavilhão estará repleto e a “ferver” para ver vencer os da casa), penso que apenas os três jogadores de Miami a contribuir com números significativos pode ser curto neste embate, tal como ia sendo contra os Boston que também têm mais jogadores a contribuir (falo-vos de Rondo, Garnett, Allen, Pierce, Pietrus,etc).
Outro dos factores que considero importante para este jogo será como Miami vai reagir a um bom jogo interior/exterior dos OKC. Se já com Garnett e Bass dos Boston a equipa teve bastantes problemas principalmente defensivamente, com Perkins e Ibaka o problema poderá ser idêntico. Claro que ofensivamente, e na teoria estes dois jogadores não farão, por exemplo, a série que fez Garnett, que foi de altíssimo nível, mas defensivamente colocarão grandes problemas a Bosh e ao quem mais Spoelstra decidir colocar na posição interior, pois são jogadores muito possantes fisicamente. Até mesmo para Wade e Lebron que gostam de acabar muitas vezes as suas jogadas lá de baixo, poderá não ser fácil fazê-lo pois Ibaka é o rei dos desarmes de lançamento nesta liga.
Olhando agora para os dois jogadores chave destas duas formações e percebemos que Lebron é um jogador mais completo do que Durant, pois lança de dois, de três, ganha ressaltos, faz assistências, “arranca” faltas, defende muito,…mas Durant também ele é um jogador fantástico e sobretudo esta época tem-se revelado um jogador que quando a equipa precisa de colocar a bola no cesto para vencer jogos, este não se atrapalha e fá-lo. Que o diga Nowitzki (Dallas) e os seus companheiros que esta época viram Durant a ganhar jogos a segundos do final, aonde ninguém pensava que a vitória fugiria aos actuais campeões. Este dado poderá ser um factor importante não só neste primeiro jogo, mas na série toda.
Claro que eu amante de estatísticas não pude deixar de passar os olhos por elas e retirei que:
- Os Heat não cumpriram nenhum handicap nos últimos 6 jogos que foram considerados “dogs” fora de portas;
- Os Oklahoma cumpriram o handicap nos últimos 4 jogos;
- Os Heat cumpriram 5 dos últimos 7 handicaps em Oklahoma;
- Os Oklahoma cumpriram o handicap nos últimos 5 jogos que foram considerados favoritos;
- Os Oklahoma cumpriram o handicap nos últimos 4 jogos em casa;
- Os Oklahoma cumpriram o handicap em 21 dos últimos 28 jogos contra equipas da conferência Este;
- Os Heat cumpriram apenas 1 handicap nos últimos 4 jogos que disputaram nas finais da NBA;
- Os Oklahoma cumpriram o handicap nos últimos 6 jogos no qual no jogo anterior a equipa adversária marcou 100 ou mais pontos.
Tendo estes factores todos em conta, penso que a vitória não deverá fugir aos Oklahoma que com a ajuda do seu público tentarão aqui vencer o sempre importante jogo 1 e estou em crer que cumprirão o handicap proposto de -4.5 pontos.
| Resultado do Prognóstico: (94-105) | ||
Prognóstico de Apostas: Thunder -4.5 |
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Quota do Prognóstico: 1.91 |
Aposta Thunder -4.5 com a quota de 1.91 e aproveita o bónus na: WilliamHill |
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Unidades Apostadas: 10 |
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Leitores: 2 |
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Miami Heat @ Oklahoma City Thunder – NBA AO VIVO |
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