Portugal um País de Apostas Desperdiçadas
Em tempos de crise o que devemos fazer é poupar ao máximo e utilizarmos todos os recursos disponíveis pois podem gerar mais-valias sem qualquer tipo de custos.
O tema das apostas desportivas em Portugal é uma boa imagem daquilo que não se deve fazer nestes tempos, uma vez que muitos são já os apostadores portugueses a passarem algum do seu tempo de roda do mundo que são as Apostas Online.
Todas as plataformas estão criadas faltando apenas a legislação que faça deste mercado algo mais rentável para o nosso país e para o nosso desporto.
Mário Figueiredo sobre a razão das apostas online (Antena 1):
Mário Figueiredo novo presidente da Liga de Clubes concorda que já é tempo de Portugal se libertar de alguns interesses instalados e aproveitar as oportunidades que o mundo das apostas desportivas lhe proporciona:
“Das quatro maiores Ligas do Mundo, somos a única que não pode”.
Para o novo presidente da Liga de Clubes de Futebol Profissional, é inexplicável que clubes como:
”Real Madrid, o Bayern e o Lyon podem recorrer a patrocínios das apostas e Portugal não pode”.
Mais inexplicável é por certo o facto de terem sido feitos estudos nos últimos anos e não se ter dado o passo decisivo para a legalização como refere o novo presidente da Liga
“O Governo português, ou melhor, os sucessivos governos desde 2005 terão de explicar”.
Nas actuais condições as apostas desportivas são um hobbie de muitos portugueses sem quaisquer benefícios para o estado que poderia cobrar impostos sobre as transacções e para os clubes que veriam a sua imagem e o seu nome melhor explorados arrecadando também algum dinheiro em publicidade e falo não só de futebol mas também de todas as outras modalidades.
Toda esta polémica surge porque a Santa Casa que detêm o monopólio do jogo em Portugal não quer permitir a entrada das empresas de jogo online tendo conseguido mesmo anular o patrocínio da Bwin que dava nome à Taça da Liga.

A permanecer o actual estado das coisas perde o país, perdem as organizações e perdem os clubes importantes fontes de receita. Pergunto-me se não fosse o apoio da Bwin teríamos visto um crescimento tão grande na nossa Taça da Liga à qual já se pensa em poder atribuir um lugar europeu? Seria possível termos um campeonato com 16 equipas não fosse o patrocínio da BetClic a mais de 80% das equipas que o disputam e numa altura que se fala em alargar a prova a 18 equipas?
A Santa Casa fala em concorrência ao mesmo tempo que diz que associar nomes de empresas de jogo a clubes que são exemplo pra muitos jovens menores é prejudicial mas estes dois itens são facilmente rebatíveis uma vez não existe concorrência entre a multitude de opções que uma casa de apostas oferece a um boletim de totobola e se este morreu nos últimos anos não se deve ao crescimento do jogo online.
Para além disso o patrocínio de casas de apostas a eventos e ou clubes desportivos não pode ser encarado com esse estigma de prejudicar a educação de jovens menores pois se fosse esse o caso o que dizer de uma selecção que envolve paixões e que é patrocinada por uma empresa de bebidas alcoólicas que não podem ser consumidas por menores de 18 anos?
Legislar as apostas desportivas seria uma forma projectar o nome do nosso campeonato e das nossas equipas além-fronteiras que é outro dos objectivos da nova presidência da Liga que quer:
“aumentar a competitividade do futebol português e expor aos mercados internacionais”.
Para que o desporto português não morra por falta de capacidade económica é mais que urgente a legislação das apostas desportivas em Portugal pois são milhões de euros que se perdem todas as épocas e estou apenas a falar de perdas directas vindas de patrocínio ou impostos para além de outros benefícios que a legislação iria trazer.
Veremos se Mário Figueiredo consegue finalmente solucionar este problema junto do governo governo a quem lança o desafio:
“O ministro da tutela [Miguel Relvas, Adjunto e dos Assuntos Parlamentares] é um reformista e tem aqui uma enorme oportunidade para demonstrar que também o é no desporto” pois uma das suas bandeiras eleitorais era “a atribuição aos clubes da publicidade das receitas das apostas online”.
Esperemos que a Liga e sobretudo Portugal ganhem finalmente esta aposta.
Autor: Carlos_Lucas
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Os lobbys, sempre os lobys a governarem este país
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É verdade que é essencial criar um quadro legal para este tipo de actividade. No entanto, temos que admitir que é complicadíssimo arranjar uma boa solução para este problema. Em termos práticos, como é que o estado pode conseguir cobrar impostos sobre os ganhos com apostas online? As casas passam a pedir-nos os nossos NIF e a passar factura?