Inglaterra no Mundial 2010
Introdução
A presença de uma selecção como a Inglaterra é tida não só pela organização mas também pelos fãs da modalidade como essencial por 3 aspectos fulcrais. Origina grandes receitas devido à multidão que costuma arrastar de terras de Sua Majestade, é a selecção do país da tão aclamada Premier League, o melhor campeonato do Mundo e, por último, é uma habitué destas competições organizadas pela FIFA.
Conhecida pelo fanatismo dos seus adeptos é vítima de uma minoria exagerar e provocar desacatos que os fez ser escravos de uma palavra no futebol da actualidade: hooliganismo! À margem deste problema têm muito apoio dos seus adeptos onde quer que joguem e acredito que na África do Sul não seja excepção. Esperam-se 25 mil ingleses e, se a selecção chegar à final, o número pode duplicar.
Qualificação
Pode-se aplicar o famoso anúncio: “Foi por um bocadinho assim” que a qualificação não foi imaculada. Num grupo que estava ao alcance dos ingleses constituído por Ucrânia, Croácia, Bielorrússia, Casaquistão e Andorra não fizeram mais que a obrigação deles e ficaram em primeiro e obtiveram assim a qualificação desejada. A longa jornada para a África do Sul começou a 6 de Setembro quando defrontaram Andorra e, no princípio da segunda parte, resolveram com 2 golos a partida. Seguiram-se vitórias contundentes em Zagreb (1-4), em Minsk (1-3) e em Almaty (0-4), pelo meio despacharam em casa o Casaquistão por 5-1, Andorra por 6-0, ganharam pela margem mínima (2-1) os ucranianos, definitivamente o conjunto que lhes deu mais luta e ganharam à Croácia por 5-1 que lhes deu o bilhete de acesso ao Mundial 2010 e ainda 2 jogos para disputar, o que denota alguma facilidade nesta qualificação dos ingleses. Com os objectivos alcançados, talvez por desleixa, mas também pela qualidade do adversário perderam 1-0 na Ucrânia e finalizaram a campanha com 3-0 à Bielorrússia.
Saldo final com 10 jogos disputados foi de 9 vitórias e 1 derrota que lhes permitiu somar 27 pontos, 34 golos marcados e 6 sofridos, melhor ataque de todos os grupos, melhor defesa, juntamente com a Ucrânia e melhor marcador, Wayne Rooney com 9 golos, resumindo, melhor equipa do grupo e qualificação mais que merecida.
Historial da selecção em fases finais do mundial
No seu historial e desde que começou a reconhecer o torneio só falhou 3 mundiais, 1974 (eliminada pela Polónia na fase de qualificação), 1978 (eliminada pela Itália) e mais recentemente 1994 (desta feita eliminada pela Holanda). Entre vários quartos-de-final (os últimos frente a Portugal) e uma meia-final houve um ano de glória para os ingleses e logo no seu país. Remonta-nos para o ano 1966, um mundial algo polémico devido ao boicote das equipas africanas e aos supostos erros de arbitragem que favoreceram os anfitriões.
Qualificação em primeiro lugar, num grupo constituído pelo Uruguai, México e França, baseada numa organização mais táctica e defensiva (4 golos marcados e nenhum sofrido) do que era habitual na época.
Na segunda fase venceu pela margem mínima a Argentina onde e, a título de curiosidade, ficou marcado pela ordem de expulsão que Rattín recebeu por parte do árbitro germânico, que não percebia uma palavra em espanhol e que se sentiu ofendido pelo olhar e pelas palavras do capitão argentino, este por sua vez também não entendia a língua do juiz da partida. Seguiu-se um 2-1 na meia-final contra o Portugal de Eusébio, melhor marcador da prova.
Na derradeira final, em Wembley defrontou a Alemanha Ocidental que venceu por 4-2, mais uma vez com polémica. Até hoje ainda há muita discussão e discordância em relação à validade do 3º golo inglês. Entrou? Não entrou? O que é certo é que o árbitro validou o golo e a Inglaterra uns minutos mais tarde por intermédio do herói desse jogo, Geoff Hurst declarou festa em todo o país. Era a primeira vez, e até ao momento única, que a selecção dos ingleses tinha ganho a competição de selecções mais importante do Mundo.
Desde então nenhuma participação tem chegado aos calcanhares desse ano glorioso. Um ano particularmente infeliz foi 1990. Data: 4 de Julho, Cidade: Turim, Estádio: Delle Alpi. 62628 espectadores presenciaram um emocionante duelo entre um clássico do futebol europeu e mundial, curiosamente as mesmas equipas da final de 1966: Alemanha versus Inglaterra.
Contrariamente aos alemães que estavam a ser a melhor equipa do torneio e com mais golos, a Inglaterra tinha chegado às meias-finais com um desempenho abaixo do esperado, já que no jogo anterior frente aos Camarões liderados por Roger Milla ganharam no prolongamento com alguma sorte, o que levou mesmo Bobby Robson, seleccionador na altura, a dizer: “Nós chegamos aqui, mas não sei como”.
Foram 120 minutos de nervos que terminou com um 1-1 e levou a partida para o desempate das grandes penalidades onde Waddle e Stuart Pearce falharam e ofereceram o acesso à final aos alemães.
Depois deste confronto, o segundo maior goleador inglês (com menos um golo que o fora de série Bobby Charlton), Gary Lineker proferiu uma frase que percorreu e ainda percorre o mundo: “O futebol é um jogo simples: 22 homens correm atrás de uma bola durante 90 minutos e no final os alemães vencem.” Neste caso coube que nem uma luva! No jogo de atribuição do 3º e 4º lugar perderam para a selecção da casa.
Mais fresco está na memória dos ingleses o último Mundial que, diga-se de passagem, não foram brilhantes. Ficaram num grupo algo acessível onde ganharam ao Paraguai e à Trinidad e Tobago com dificuldade e empataram no último jogo frente à Suécia. Enfrentaram nos oitavos-de-final a modesta selecção do Equador onde mais uma vez triunfaram pela margem mínima. Adversário que se seguiu foi Portugal que estava atravessado na garganta de todos os ingleses à conta da eliminação do último Europeu nas grandes penalidades. Coincidências das coincidências o destino da turma liderada por Eriksson foi o mesmo.
Está classificada em 7º lugar do ranking FIFA actualmente numa lista que é calculada pelas prestações dos últimos 4 anos.
Ambições
A equipa inglesa parte para esta aventura em terras de Nelson Mandela à procura de repetir o sucesso de à 44 anos. A tarefa à partida e, pelo menos, na fase de grupos não se perspectiva muito complicada. É cabeça-de-série no grupo C e tem como adversários, os Estados Unidos, a Argélia e a Eslovénia. À margem disto e, sendo apenas uma curiosidade, o primeiro jogo que a English Team fez em 1950 foi precisamente com Estados Unidos e levaram logo com uma surpresa ao perderem por 1-0, tanta foi a admiração que quando o telegrama chegou à imprensa inglesa, estes acharam que o telégrafo se tinha enganado e publicaram nos seus jornais que a Inglaterra tinha batido os americanos por… 1-10.
Claro que nos dias que correm ainda existem surpresas mas à partida a Inglaterra tem pela frente selecções de menor calibre, tendo tudo para se classificar em primeiro lugar e assim defrontar o segundo classificado do Grupo D. Ao chegarem a esta fase só na altura é que se pode prever se esta selecção pode aspirar a voos mais altos.
Palpites? Já existem! Por parte de algumas casas de apostas: Bwin, BetClic, Bet365 e Betfair, todas consideram que a selecção inglesa é a 3º equipa mais favorita para conquistar o troféu, menos na Bwin que coloca a Argentina à frente. Melhor colocados só Espanha, campeã europeia e o Brasil, penta campeão do Mundo. Esta análise por parte das casas de apostas contradiz com o que o seleccionador inglês ambiciona. “Não espero menos do que levantar o troféu na África do Sul”, confiança reforçada quando diz que sonha com uma final Inglaterra – Itália, seu país de origem.
Principais Atletas da Inglaterra
Wayne Rooney – De seu nome, Wayne Rooney. Foi o melhor marcador da fase de grupos com 9 golos, o segundo melhor marcador da Premier League com 26 golos e foi eleito o jogador do ano da mesma competição.
O Manchester United não respirava da mesma forma quando ele estava ausente e acredito que na selecção tenha seja assim.
Entre as muitas estrelas que a selecção inglesa tem para a frente de ataque, Rooney tem certamente lugar cativo.
É daqueles jogadores que todas as equipas gostam de ter, não dá nenhuma bola como perdida, pressiona sempre o homem da bola, faz assistências e, claro, como um bom avançado, marca golos. As previsões colocam-lhe no top 3 para melhor marcador da competição. Está a recuperar da lesão que o afectou nesta parte final da época, mas mesmo assim os ingleses já sonham com os golos de Rooney no Mundial.
Frank Lampard – É entre Frank Lampard e Steve Gerrard que o jogo da selecção inglesa será pensado.
Neste momento será mais preponderante o jogador do Chelsea, principalmente por chegar a esta fase da época em melhor forma que o seu compatriota.
Foi líder nas assistências na Premier League e ficou em 4º lugar nos melhores marcadores com 22 golos, diga-se que para um médio é extremamente bom, mas Lampard já nos tem habituado assim, principalmente aos ingleses.
Estes, como é óbvio, esperam que comande a armada inglesa ao sucesso. Terá um papel algo diferente do que interpreta no seu clube mas não deixará de ser Frank Lampard.
Treinador da Inglaterra
Don Fabio ou El General, como é conhecido Fabio Capello por terras de Sua Majestade é um dos treinadores mais respeitados do mundo de futebol.
Viveu o balneário do SPAL, Roma, Juventus e Milan como futebolista e como treinador tem um curriculum curioso e deveras invejável. Apenas treinou 4 clubes e que clubes! Milan, Real Madrid, Roma e Juventus.
Desde cedo mostrou que a liderança do balneário era uma característica forte, e na selecção inglesa, posto que já exerce desde 2007, não foi diferente. A provar foi a sua declaração à bem pouco tempo onde diz que se sente como uma figura paterna para os jogadores ingleses. É uma posição em que toda a gente sabe quem é que manda, quando for preciso apoiar ele está lá e apoia, quando for preciso gritar ele está lá e grita e os jogadores já aprenderam isso. Existe respeito e confiança de ambas as partes.
Antes de voarem para Johannesburg onde ficarão num luxuoso hotel, enfrentarão México e Japão em 2 jogos de preparação. Levam a esperança de milhões de ingleses e querem levar a taça para casa. É mesmo caso para dizer: “God save the England’s opponents”
Lista de Convocados da Inglaterra
Guarda-Redes: Joe Hart (Manchester City), David James (Portsmouth), Robert Green (West Ham United).
Já vem de algum tempo a ausência de um guarda-redes de top na selecção inglesa e este ano não é excepção. De entre os pré-convocados ressalta a jovem promessa Joe Hart que esta época esteve em grande nível ao serviço do Birmingham, mas o titular deverá ser David James do Portsmouth. De fora fica Paul Robinson que fez talvez uma das melhores épocas no Blackburn Rovers.
Guarda-redes: David James (Portsmouth), Robert Green (West Ham), Joe Hart (Birmingham);
Defesas: Ashley Cole (Chelsea), Rio Ferdinand (Manchester United), John Terry (Chelsea), Jamie Carragher (Liverpool), Glen Johnson (Liverpool), Ledley King (Tottenham), Matthew Upson (West Ham), Stephen Warnock (Aston Villa);
Médios: Steven Gerrard (Liverpool), Frank Lampard (Chelsea), Joe Cole (Chelsea), Gareth Barry (Manchester City), Shaun Wright-Phillips (Manchester City), Michael Carrick (Manchester United), Aaron Lennon (Tottenham), James Milner (Aston Villa);
Avançados: Wayne Rooney (Manchester United), Emile Heskey (Aston Villa), Jermain Defoe (Tottenham), Peter Crouch (Tottenham).
67 são os golos que 3 avançados que fazem parte desta convocatória fizeram esta época na Premier League. Wayne Rooney com 26, Darren Bent com 24 e Jermain Defoe com 17. Que luxo! Fizeram uma época extraordinária e espera-se que dêem continuidade nesta competição, para bem do futebol e dos ingleses. Além deste poderio todo, existem soluções mais directas como são exemplos os restantes dois convocados. De fora ficaram 3 jogadores que poderiam figurar nesta selecção e não a representariam mal, Bobby Zamora, Gabriel Agbonlahor e Carlton Cole.
Em todos os jogos de qualificação Capello entrou sempre com um sistema tipicamente inglês, o 4-4-2 ou, se preferirem, 4-4-1-1. Sistema, ou seja, a disposição dos jogadores em campo, porque a forma de jogar é bem diferente da que existia antigamente: bola para frente e os avançados que se desenrascassem. É, nesta altura, um jogo mais pensado, mais rico táctica e tecnicamente. Com a qualidade individual que existe nesta selecção seria um crime não ser assim. É certo que não foi Capello que inovou, foi a selecção inglesa que se adaptou ao futebol moderno.
Calendário da Inglaterra
Inglaterra – Calendário e local das provas
Links
Federação Inglesa de Futebol
Site oficial
FIFA – World Cup 2010
Federação Internacional de Futebol
Autor: andref11
|













Depois da nossa selecção, é por estes que eu torço! Espero que cheguem à final se não nos encontrarem pela frente.
Estou como tu, Monteiro! Acho a Inglaterra uma das grandes favoritas.
Iglaterra é minha rola — O Bagulho é Argentina!!!!!!!!!!!!!!!!!!!