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África do Sul no Mundial 2010


África do Sul no Mundial 2010

Introdução

A seleção anfitriã deste Campeonato do Mundo, África do Sul, que pela primeira vez na história se disputa no continente africano, esta colocada em 90° lugar no ranking da FIFA e tem apenas a Coréia do Norte (106° ranking) como seleção pior classificada entre as 32 equipas que disputam o título de campeã mundial.

Para o selecionador Carlos Alberto Parreira, a missão não se assevera mesmo nada fácil, mesmo apesar de já conhecer o caminho para a final do Mundial, pois ganhou em 1994, com a seleção canarinha na final californiana contra a Itália de Roberto Baggio. Agora em 2010, comanda uma máquina completamente diferente, com uma cilindrada bem menos potente e que lhe impossibilita de sequer sonhar com a final.

Toda a África do Sul espera maravilhas dos Bafana Bafana, mas sejamos realistas, esta equipa não poderá ir muito longe. Já será uma enorme alegria caso consigam alcançar aos oitavos de final, mas mesmo isso não será nada fácil num agrupamento com três seleções de valor superior a esta África de Sul.

No entanto, esta equipa já demonstrou no ano passado, aquando da Taça das Confederações de 2009, que pode transcender-se quando joga no seu país. Obteve alguns resultados muito bons, perdendo apenas pela margem mínima, contra as poderosas seleções do Brasil e da Espanha, 1-0 e 3-2, respectivamente. Isto já nas meias finais e no jogo de atribuição do 3° e 4° lugar, pois conseguiu classificar-se na segunda posição do grupo A, composto das seleções do Iraque, Nova Zelândia e Espanha. Vencendo o jogo contra a Nova Zelândia por 2-0, empatando sem golos com o Iraque e perdendo, naturalmente, contra a campeã européia em título Espanha por 0-2. Acabando em 4° lugar nesta competição (onde ainda havia no outro grupo o Brasil, Itália, EUA e Egipto) os Bafana Bafana mostraram que apesar de possuírem um grupo fraco, onde pontificam poucos jogadores de nível e classe internacional, podem surpreender tudo e todos, principalmente a jogar em casa diante dos seus adeptos.

Em termos históricos, esta seleção que durante décadas esteve banida, pela CAF e pela FIFA, das competições internacionais por causa do Apartheid, foi reintegrada em 1992. Não participou na CAN1994, mas organizou a CAN1996, onde consegue a maior proeza da sua história vencendo a maior competição africana de seleções pela primeira e única vez. Em Joanesburgo, diante de 80.000 espectadores (entre eles, o presidente Nelson Mandela), a África do Sul conquista o troféu de campeão africano, graças a dois golos de Mark Williams em 2 minutos (aos 73m e 75m) contra a Tunísia.

Depois desta vitória caseira na CAN96 tornam-se uma das principais potências africanas, com uma nova final na CAN98, desta feita perdendo 0-2 contra o Egipto.

É também em 1998 que começam a ter reconhecimento internacional, com a primeira participação num Mundial de Futebol, onde são eliminados na fase de grupos com 2 pontos fruto de dois empates (Dinamarca 1-1 e Arábia Saudita 2-2) e uma derrota 0-3 contra a França de Zidane.

Na CAN2000 acabam em 3° lugar, continuando a descida de lugares na próxima CAN em 2002 onde são afastados nos quartos de final pela seleção anfitriã da competição, o Mali.

Novo apuramento para um Mundial de Futebol em 2002 e uma segunda presença, onde conseguem fazer melhor do que a primeira vez conseguindo a primeira vitória na competição, mas insuficiente para garantir a passagem aos oitavos de final. Passagem essa que não obtiveram por um mísero golo a menos no “goal average” que a seleção do Paraguai, pois para além da vitória contra a Eslovênia por 1-0, empatam a 2 golos com o Paraguai e perdem com a Espanha por 3-2, acabando com 4 pontos os mesmos do Paraguai, mas apenas 5 golos marcados e sofridos contra os 6 golos da seleção paraguaia, invalidando por pouco a passagem aos oitavos de final.

Depois do Mundial de 2002, os Bafana Bafana perdem velocidade e iniciam uma longa descida aos infernos, com a eliminação na fase de grupos na CAN 2004, 2006 e 2008 e a não qualificação para a CAN2010 em Angola. O mundial de 2006 na Alemanha é visto na televisão pelos jogadores sul africanos e não é de todo arriscado e deslocado dizer que a África do Sul só está presente neste novo encontro mundial em 2010 por ser a seleção anfitriã, pois actualmente dificilmente conseguiria se impor diante das principais seleções africanas.

A equipa é uma mistura de jogadores que evoluem no campeonato sul africano e na Europa, na maioria dos casos em Inglaterra. O elo fraco desta equipa é, sem dúvida, a finalização, onde esperam que com a chamada de Benni McCarthy, depois de ter estado afastado das convocatórias, possa com a sua experiência e veia goleadora dar um maior poder de fogo a esta equipa.

Como anfitriã não teve de fazer jogos de qualificação, fazendo nestes últimos dois anos muitos e muitos jogos amigáveis, tendo sido a maior parte deles disputados na África do Sul. O que pode ser uma mais valia para esta seleção, pois conhece como ninguém alguns dos estádios e relvados que irão pisar neste Mundial.

Agora, vão participar pela terceira vez num Mundial de Futebol, das duas primeiras vezes fizeram sempre melhor a cada participação, será desta que conseguem passar a fase de grupos? A tradição diz-nos que até hoje nenhuma equipa organizadora de um Mundial se ficou pelo grupo. Será que a tradição continua a prevalecer ou será feita história?
Uma coisa é certa, os homens de Parreira podem contar com o apoio incondicional dos seus adeptos, aconteça o que acontecer. Evidentemente, os jogadores não vão querer decepcionar…


Lista de Convocados da África do Sul

Guarda-redes: Itumeleng Khune (Kaizer Chiefs), Moeneeb Josephs (Orlando Pirates), Shuaib Walters (Maritzburg United)

Defesas: Siboniso Gaxa (Sundowns), Anele Ngcongca (KRC Genk, Bélgica), Aaron Mokoena (Blackburn Rovers, Inglaterra), Matthew Booth (Sundowns), Bongani Khumalo (SuperSport United), Siyabonga Sangweni (Golden Arrows), Tsepo Masilela (Maccabi Haifa, Israel), Lucas Thwala (Orlando Pirates)

Médios: Teko Modise (Orlando Pirates), Lance Davids (Ajax Cape Town), Reneilwe Letsholonyane (Kaizer Chiefs), MacBeth Sibaya (Rubin Kazan, Rusia), Thanduyise Khuboni (Golden Arrows), Kagiso Dikgacoi (Fulham, Inglaterra), Steven Pienaar (Everton, Inglaterra), Siphiwe Tshabalala (Kaizer Chiefs)

Avançados: Surprise Moriri (Sundowns), Bernard Parker (FC Twente, Holanda), Katlego Mphela (Sundowns), Siyabonga Nomvethe (Moroka Swallows).


Principais atletas da África do Sul

Aaron MOKOENA – É o “recordman” de presenças na seleção sul africana, com 98 presenças desde 1999, sendo também o capitão dos bafana bafana. Jogador do Portsmouth, teve uma época muito complicada, onde o seu clube cedo se viu afastado da luta pela permanência na Premier League. Terá agora a oportunidade de voltar a ter algo para lutar e logo pelo seu país, a eventual falta de motivação que possa ter sentido ao longo da época será certamente esquecida e tudo fará para comandar os seus colegas o mais longe possível na competição.

Steven PIENAAR – É o craque desta equipa, sendo dele as melhores jogadas sul africanas, o que torna esta seleção completamente dependente da sua técnica de nível internacional.
A excelente época de Steven Pienaar envergando as cores do Everton não deixou o poderoso Manchester United indiferente e é muito provável que este médio ofensivo de 28 anos vista a camisola dos Red Devils neste verão. Na recente Taça das Confederações foi autor de duas excelentes exibições contra o Brasil e a Espanha, sendo mesmo considerado o melhor em campo contra a seleção brasileira.


Treinador da África do Sul

Carlos Alberto Parreira é um dos poucos treinadores em actividade que se pode orgulhar de ter um título mundial de seleções no seu currículo (só existem outros dois, Scolari e Lippi).

Carlos Alberto ParreiraÉ também um dos mais experientes treinadores de sempre no que diz respeito a fases finais de Mundiais, por ter participado por cinco vezes em fases finais de campeonato de Mundo com 4 seleções diferentes (Kuwait em 1982; Emirados Árabes em 1990; Brasil em 1994 e 2006; Arábia Saudita em 1998), só sendo superado por Bora Milutinovic, o treinador sérvio que levou 5 países diferentes a fases finais do Campeonato do Mundo. Preparando-se, agora, para igualar este recorde ao comandar os sul africanos neste Mundial.

Parreira é um estudioso do futebol, formado em Educação Física, conseguiu conjugar teoria e prática. Mas é muitas vezes criticado, principalmente no Brasil, por ser excessivamente defensivo.

Como treinador de clubes, dirigiu inúmeros clubes, sete clubes brasileiros (Fluminense, Bragantino, São Paulo, Atlético Mineiro, Santos, Internacional e Corithians) e treinou três clubes internacionais (Valencia, Fenerbahçe e NY MettroStars).

Carlos Alberto Parreira não é alguém que fique muito tempo no mesmo sítio, já que na sua já longa carreira poucos foram os clubes ou seleções onde permaneceu mais que duas épocas. Mas por outro lado, é também alguém que não tem problemas a voltar a treinar uma equipa onde já estivera anteriormente (esteve, por exemplo, à frente da seleção canarinha por 3 vezes e do Fluminense por 5 vezes). Desta vez, regressou à seleção da África do Sul, depois de ter iniciado em 2006 e saído em Abril de 2008, sem obter resultados satisfatórios, alegando problemas pessoais. Depois de uma breve passagem (a 5ª) pelo seu “time” do coração, o Fluminense, onde é demitido por resultados inconsistentes no Campeonato Brasileiro, volta a ser chamado, em Outubro de 2009, para comandar os Bafana Bafana, substituindo o também brasileiro Joel Santana, que por sua vez o tinha substituído um ano antes.


Calendário da África do Sul

África sul - Calendário e local das provas

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Links

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FIFA – World Cup 2010
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