A democracia da Santa Casa
Após termos lido uma das opiniões mais espetaculares que já lemos sobre o assunto Santa Casa vs Apostas Online e da autoria do Luís Avelãs (Jornalista do jornal Record): “Santa… paciência” por Luís Avelãs, tomamos a iniciativa de pedir uma opinião exclusiva para o ApostaGanha sobre o pedido feito ontem pela Santa Casa na voz do senhor Rui Cunha: “Santa Casa pede fim das apostas ilegais ‘online’”.
Ao qual o Luís Avelãs teve a gentileza e total disponibilidade em responder ao nosso pedido! pelo qual ficamos extremamente agradecidos. Passemos então a citar a sua opinião:
“Na sua luta titânica para manter o monopólio dos jogos de apostas em Portugal, a Santa Casa – através de Rui Cunha, seu provedor – lembrou-se agora de que o Governo deve olhar para o que se passa nos Estados Unidos e na Alemanha e avançar com a proibição das transferências bancárias para as várias empresas de apostas “online”. A ideia, naturalmente, passa por dificultar o contacto entre os potenciais apostadores e as casas de apostas. No entanto, para desilusão de muita gente, dificultar não é sinónimo de acabar.
Se me apetecer devo poder enviar um cheque meu, da minha conta, do meu dinheiro, para uma casa de apostas à minha escolha e apostar naquilo que muito bem entendo. E simplesmente enviar o dinheiro que pretendo através de uma simples carta também não me parece ser comportamento susceptível de me causar embaraços com as autoridades. Ou será que o Senhor Cunha – e mais meia dúzia de iluminados que encontraram na Santa Casa uma casa muito santa para os seus interesses – também vai querer decidir a quem, e como, posso escrever e/ou entregar o dinheiro que ganho à custa do meu trabalho?
A possibilidade de utilizar o correio para poder fazer chegar os investimentos que considero necessários a uma (ou várias) casas de apostas até deverá ser aplaudida pelos governantes. Tenho a certeza que os CTT, que se queixam do óbvio decréscimo do envio de cartas, ficariam felizes com a decisão. E assim sendo, ninguém (a começar pelo Senhor Cunha) seria capaz de dizer que os apostadores “online” não estariam a contribuir para a economia nacional e, por extensão, para a manutenção de uns quantos empregos.
Em alternativa, também poderei ir a Badajoz (ou qualquer outra localidade junto à fronteira), abrir uma conta num banco e, pouco depois, estar a transferir a verba que quero para esses “criminosos” das casas de apostas. A menos que o Senhor Cunha peça ao Governo para suspender as viagens dos portugueses até Espanha ou que solicite às autoridades dos “nuestros hermanos” a proibição dos portugueses poderem ter contas bancárias no país vizinho.
A Santa Casa vive com um problema óbvio. Ou melhor: com dois. Quer, à força, manter um estatuto de monopólio que, evidentemente, viola todas as teorias (e regras) de um sistema democrático, alicerçado na livre concorrência que, pelos vistos, só interessa ser apregoada em determinadas situações. E não sabe mais o que fazer para revitalizar o seu negócio. É que com excepção ao Euromilhões – uma boa ideia e extremamente atractiva para o apostador que, claro está, foi criada no exterior -, a um ou outro sorteio do Totoloto (estou a falar dos Jackpots) e à Lotaria do Natal, tudo o resto não serve para cativar quem quer que seja. E porquê? Por falta de publicidade adequada e porque – mais importante – os prémios são escassos. Apostar, por exemplo, numa chave com algumas duplas e triplas no Totobola, significa quase sempre um investimento perdido, já que o eventual prémio raramente compensa o que se gasta.
A Santa Casa, ninguém o pode colocar em causa, tem um papel importante na defesa do bem-estar de uma parte significativa da população nacional, mas tem de perceber, de uma vez por todas, que o Mundo não pára, que está em constante movimento. Por outras palavras, tem de se adaptar aos novos tempos. Imaginem o que já teria ganho – o que a colocaria com outras condições para ajudar melhor (e mais) as pessoas que a ela recorrem – se em vez de andar a perseguir quem patrocina (sem ser obrigado a tal) eventos e clubes resolvesse, ela própria, “sponsorizar” as principiais competições desportivas nacionais ou, inclusive, abrir um casa de apostas! Mas isso, palpita-me, deve dar muito trabalho. É mais fácil embirrar com os outros, não é Senhor Cunha?”
Autor: Luís Avelãs
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Mais uma vez Obrigado Luis por mais um artigo fantástico da sua autoria, brilhante!
A-R-R-A-S-A-D-O-R… :venia: :venia: :venia: :venia: :venia:
Simply LEGEN – wait for it – DARY!
Excelente artigo!!!
Esperemos ler os seus artigos mais vezes.
Obrigado.
Artigo espetacular!
Meus Sinceros Parabéns!
Fantastico em tudo Sr Luis Avelãs, dois artigos de uma qualidade impressionante e sabedoria acima da média mas de sublinhar uma atitude fora do vulgar em responder aos emails enviados pelos seus leitores. Já era seu fã com a primeira coluna que escreveu no Record sobre o assunto, fiquei ainda mais.
Super artigo!!! Espero que ilumine a mente dos Santos da Santa Casa.
Não tenho intenção de fazer spam e espero não causar incomodo pois já publiquei este post anteriormente noutro artigo relacionado com este assunto.
Gostaria de retribuir a gentileza da Santa Casa da Misericórdia e ao Sr. Rui Cunha e responder á sua publicação tanto aqui como em outros locais onde veja a sua noticia publicada ontem dia 20, aproveito ainda para lhe trazer informação que talvez desconhece e que é sem duvida motivo para reflexão importante pois imagino apesar dos investimentos efectuados pela Santa Casa em advogados para abordar esta questão temo que o conhecimento da Santa Casa em relação á industria de jogo online é bastante limitada e demonstra falta de senso comum ao abordar esta questão, por isso, leiam com atenção a mensagem que se segue.
Destaco os factos que podem trazer a consequências de uma legislação semelhante á da lei imposta nos Estados Unidos que está a sofrer as repercussões de tal decisão.
Muitas pessoas não conhecem os verdadeiros motivos pelo qual os US decidiram ilegalizar o jogo online mas aproveito e cito abaixo a Reuters para poder dar credibilidade a este artigo:
http://www.reuters.com/article/politicsNews/idUSL2160157420071221
“A World Trade Organization (WTO) arbitration panel granted Antigua’s request to levy trade sanctions on U.S. intellectual property, for instance by lifting copyright on films and music to sell it themselves, prompting concern from Washington.
The WTO panel said Antigua was entitled to compensation of $21 million a year from the United States for being shut out of the U.S. online gambling market.”
A lei de apostas americanas encontrava-se obsoleta e desactualizada remontando aos anos 50 ou 60 em que proibia as apostas por telefone se bem estou correcto. Antigua interpôs recurso junto á WTO World Trade Organization e ganhou o caso o que deu origem a uma decisão apressada e desesperada por parte do Governo Norte Americano.
O impacto negativo desta decisão apenas se fez sentir nas empresas europeias que são licitas e reguladas por licenças atribuídas pelo governo e muitas até públicas ou seja cotadas na bolsa de valores onde exercem as suas actividades de forma transparente.
A grave consequência da lei nos USA conhecida como UEGIA é que proliferam as empresas sem credibilidade, sem transparência, que viram os seus lucros multiplicados por 10x ou até 20x podem facilmente estar sediadas locais onde nem a Santa Casa poderá solicitar atenção jurídica para expor o seu caso tal como aconteceu com o ECJ ( european court of justice ). O proprio governo americano já se apercebeu do grave erro que cometeu e esta a trabalhar numa proposta para rectificar a sua decisão e legalizar o jogo novamente.
Tal como é bem conhecido nos dias de hoje, na união europeia aguarda-se o momento de saber quem irá tomar a liderança nesta questão e é bastante óbvio que até ao presente momento não existem muitos governos dispostos a tomar essa liderança, fala-se da possibilidade da França liberalizar o jogo já em 2010 e talvez a Santa Casa devia aguardar e verificar como se desenvolvem estes acontecimentos e não se precipitar em decisões que poderão ter consequências desastrosas, verifiquem como paises como espanha, italia, reino unido beneficiam dos investimentos efectuados pela industria de jogo.
Ainda destaco a ironia de a questão ser relacionado com apostas desportivas e o TÃO POUCO que o governo e entidades como santa casa apostam no desporto e desenvolvimento de instituições de actividades desportivas em Portugal onde apenas o Futebol tem destaque e á excepção de 3 clubes portugueses todos os outros lutam cada dia para manter as suas portas abertas. Vejam o exemplo da Espanha que tem desportistas de alto nível em quase todos os desportos.
Pois eu como cidadão português imagino que a Santa Casa devia dedicar-se mais aquilo que realmente é o seu âmbito apoiando acções sociais. Agora digam-me que acção social irá ter a proibição do jogo online em Portugal senão fomentar a proliferação de empresas que se dedicam a actividades á margem da lei.
Fica aqui um ponto de reflexão, pois não pensem Santa Casa que beneficiam de algo modo com a proibição visto que as empresas de jogo online reguladas nem competem com a santa casa, pois a Santa Casa nem sequer compete com os jogos oferecidos por estas casas.
Deixo um apelo á Santa Casa e ponderem sobre esta questão pois regular é sempre melhor que marginalizar.
Cumprimentos,
Anonimo
F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O C-O-M-E-N-T-Á-R-I-O!!! :venia: :venia: :venia:
Also simply LEGEN – wait for it – DARY!
Fantástico!
E se me permitem agora comento o post do Rui Avelas que axo bastante interessante e gostaria até de ironizar um pouco a situação…
Estimada Santa Casa,
entrei no vosso site e vi… Só é permitido jogar a pessoas maiores de idade e sempre que vi os vossos anuncios nunca vi la a frase em letras pequenas, jogue responsavelmente, ou disfrute responsavelmente, a frase que se destaca mais é a de criar excentricos e Jogue no Euromilhões.
Notem bem que as casas de apostas promovem um jogo responsável coisa que não vi no vosso site, se possivel enviem me o link, e ate procurei no google e não encontrei… encontrei isto
“O reforço de uma apelativa e competitiva oferta de jogos sociais do Estado, enquadra-se na política de jogo responsável dos Jogos Santa Casa, constituindo ainda uma relevante iniciativa no âmbito do combate ao jogo ilegal. ”
Mudem um pouco a vossa imagem e slogans pois já estamos fartos, já sou bem excêntrico sem jogar no euromilhoes que deixei de jogar e joguei todas as semanas durante 2 anos, e se um dia me tocar serei bem mais humilde e dedicar parte a projectos sociais.
A concorrência é sempre saudável em qualquer negocio e espero que a Santa Casa não pretenda prolongar esta situação para cenários negativos e dramáticos que podem afectar o funcionamento dos agentes económicos de muitas empresas e instituições desportivas em Portugal. É pena que a PT não pegue nos milhões que investe nos 3 grandes e os reparta pelos outros 13 ou 20 clubes de futebol e outros desportos. Aprovar 3 ou 4 novos casinos não tem problema mas querem eliminar os jogos online ? que raio de democracia é esta, vamos voltar á ditadura ??
CTT e Badajoz soa uma boa solução, já que os portugueses vão meter gasolina que em espanha deve dar sempre uns 10 ou 15 euros por tanque mais barato, comprar gás que a mesma botija de gaz em espanha custa 12 euros e portugal 22 e avio de compras mensal aproveitam e fazem la umas apostas.
Já agora destaco também que na Republica Checa saiu 2 semanas consecutivas os mesmo números da loteria isto bem há pouco tempo faz 1 ou 2 meses, qual é a veracidade destes organismos ??
fica aqui este excelente artigo re ou en comendado pela santa casa
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1395512
“Uma investigação da Universidade Católica, encomendada pela Santa Casa, concluiu que os jogos de cartas, as apostas ‘online’ e as ‘slots machines’ são os mais viciantes, sendo os da Santa Casa jogados por mais gente”
“Há quem diga que as lotarias são como a cerveja e o jogo online é como crack”, conclui Henrique Lopes. Para o investigador, o tempo de espera pelos resultados nos jogos da SCML funciona como um travão ao vício. “Os jogos rápidos são mais viciantes. Além disso, o facto de os da Santa Casa serem muito populares retira-lhes a exclusividade que agrada a alguns dependentes”, explicou.
Obvio que um estudo encomendado pela Santa Casa só tentar dar uma imagem negativa do jogo online, ou seja se os da Santa Casa são jogados por mais gente seguro que tem maior % de viciados ? não concordam ?
Pois fica aqui uma resposta os jogos de cartas o jogador tem poder de decisão e influencia sobre o resultado e adicionalmente é jogo sociavel que pode ser disfrutado na companhia de amigos numa boa sexta feira ou sabado á noite ou até de pessoas que acabas de conhecer no casino.
As absurdidades deste artigo continuam, igualmente como o relatorio de contas anual da Santa Casa que parece que foi encomendado aos alunos do 10º que acabam de abrir o seu primeiro livro de economia, e não pretendo desprestigiar os alunos do 10º porque acredito que até estes podiam fazer bem melhor, é o que acontece quando se desconcentramos e desviamos das nossas tarefas e responsabilidades.
Ahh…. e se eu jogar um freeroll é igual ao crack ou me sentar a jogar poker socialmente é igual ao crack ? Se quiser aceder a um site porno tambem me vao querer impedir ?? pornografia sim… jogo online não ?
“diz, porque há jogos em que a probabilidade de ganhar é praticamente igual para quem aposta e para quem não aposta.”
e mensagem subliminar para terminar excelente….
Cumprimentos e tenham uma santa noite
Excelente artigo.
PS: Alguém sabe se este Luís Avelãs é o mesmo que comenta os jogos da NBA na SPORTTV juntamente com o Carlos Barroca?
É jornalista do Record.
Eu sei que É jornalista do Record… mas gostava de saber se também é ele que comenta os jogos da NBA na SPORTTV juntamente com o Carlos Barroca, já têm o mesmo nome?
delvecchio confirmo que é
mais uma ves a santa casa cai no ridiculo, mais uma imbecilidade dos seus provedores, se eles se preocupassem em pagar os impostos e a divida a segurança social ja nao tinhao tempo para estas palhaçadas.
Boas
Em relação ao tema não me parece que algo venha a ser alterado pelo menos num futuro proximo.
Primeiro porque a instabilidade politica que existe, não o permite!!
Em segundo lugar uma alteração á lei do jogo iria fazer com que uma houvesse uma onda gigantesca de protesto não só dos clubes ( salvo erro 13 são patrocinados por casas de jogo ), mas tambem por uma grande parte da imprensa que conta com a publicidade do jogo cada vez mais. Basta ver os diarios desportivos para perceber a quantidade de publicidade que as casas de jogo têm nos mesmos, contribuindo assim para uma mais valia nas suas finanças.
Por ultimo não vejo como pode o estado controlar o meu dinheiro numa empresa como a paypal ou a neteller, sendo esta empresas internacionais que não se destinam unicamente a jogo.
Abraço
Muito bom artigo!
parabens Luís Avelãs